Quarta-feira , 05 de Outubro DE 2011

Os Livros Usados e os Sebos - Origens

 

São dois os fatores que contribuem para a baixa taxa de leitura :

o desinteresse cultural e o alto preço dos livros vendidos nas livrarias.

Para aqueles que apreciam uma boa leitura, existe uma alternativa boa e barata: os sebos.

Os sebos são livrarias que vendem livros usados com preços mais baixos em relação as livrarias tradicionais.

Ao contrário do que muitos pensam, pelo fato do livro já ter sido manuseado, podemos encontrar obras em boa qualidade e em ótimo estado de conservação.

Diferentemente das livrarias tradicionais – que normalmente priorizam os best-sellers e lançamentos – os sebos possuem uma grande variedade de títulos, podendo encontrar diversas obras fora de publicação.

Como e quando surgiram as primeiras livrarias e sebos ?

As primeiras livrarias surgiram em meados do século XVI na Europa após o aperfeiçoamento da prensa móvel, onde o processo de cópia dos livros passou a ser mecânico e não mais manual, consequentemente aumentando o número de livros produzidos.

Na França, por exemplo, os pioneiros foram os boquinistas, que até hoje vendem seus livros às margens do Rio Sena em Paris.

No Brasil, as livrarias demoraram a aparecer, somente por volta da metade do século XIX, quando as primeiras máquinas de impressão chegaram no país.

O aumento do número de livros circulando pelas cidades fez com que o comércio literário se tornasse uma necessidade para a população.

Os colecionadores e curiosos apaixonados pelos livros que saíam à procura de antiguidades e raridades, acabaram incentivando um outro tipo de comércio ainda inexistente, o comércio de livros usados, conhecidos na época por alfarrábios na Europa.

No Brasil, as lojas de livros usados são popularmente conhecidas por “sebo”.

O termo “alfarrábio” deriva do nome Al-Farabi, filósofo muçulmano que viveu entre 870 e 950 d.C.

Por sua imensa biblioteca de textos antigos e com a reputação de grande leitor, Al-Farabi teve seu nome alterado e incorporado na língua portuguesa para denominar “livro usado”.

Acredita-se que o termo “sebo” derive de quando ainda não existia energia elétrica e a leitura era realizada sob a luz de velas que respingavam vestígios de gordura nos livros.

publicado por o escriba às 21:30
Terça-feira , 15 de Fevereiro DE 2011

A Escrita, o Papel e o Livro ( Parte 2)

 

 

Na Mesopotâmia, mesma terra dos sumérios, criou-se um sistema de símbolos fonéticos em que um mesmo sinal podia ter vários significados. Gravavam-se os caracteres com um estilete em tabuletas de argila húmida que depois eram cozidas, como tijolos, até endurecerem.

 

O estilete fazia sulcos em linhas retas no barro- os historiadores chamaram essa escrita de cuneiforme.

A Escrita provavelmente foi criada por motivos comerciais.

Ela tornava possível, por exemplo, saber que certo número de ovelhas pertencia a determinada família ou era transportada para algum lugar.

O inventor das primeiras tabuletas escritas deve ter percebido as vantagens oferecidas pelas peças de argila: já não era preciso guardar tudo de cabeça.

A quantidade de dados armazenadas nas tabuletas podia ser tão grande quanto fosse necessário - enquanto a capacidade de memória do cérebro é limitada.

E para recuperar uma informação, as tabuletas não exigiam a presença de quem guardava a lembrança.

Um número, uma noticia ou uma ordem podiam ser obtido sem a presença física do mensageiro, e passado adiante.

Com um único ato - a incisão de um traço sobre uma tabuleta de argila - o primeiro escritor anónimo conseguiu ultrapassa barreiras como

o esquecimento, a distancia e a morte.

E, ao mesmo tempo, surgiu a figura do leitor, pessoa que leria as informações e daria vida ao que foi escrito.

A simplificação do código de sinais foi tanta que os escribas mesopotâmicos tiveram tempo para muitos outros registos alem dos comerciais.

O novo sistema possibilitou registar textos literários, poemas,livros de sabedoria, histórias humorísticas e leis.

Como o Código instituído pelo rei Hamurabi, que representou uma das primeiras tentativas de estabelecer regras para aspectos diversos da vida em sociedade.

E a Epopéia de Gilgamesh, datada de mais de quatro mil anos, é o mais antigo texto literário que se em noticia, com forte influencia das tradições orais.

A epopeia ou o poema épico, é uma maneira de contar aventuras heróicas em versos e foi o meio mais comum de expressão literária na época de formação dos povos da Antiguidade.

A escrita cuneiforme sobreviveu aos sucessivos povos que dominaram a Mesopotâmia - sumérios, arcádios, caldeus e assírios - e registou a literatura de 15 diferentes línguas, abrangendo a área ocupada hoje pelo Iraque, Síria e o oeste do Irã.

publicado por o escriba às 17:08

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