A Escrita, o Papel e o Livro ( parte 01)

 

 

O primeiro escritor conseguiu ultrapassar as barreiras do esquecimento, da distancia e da morte. Mais do que isso: ele criou a figura do leitor, a pessoa que daria vida ao que foi escrito. Há mais de 20 mil anos, o ser humano já desenhava nas paredes das cavernas. Esta arte ganhou força em sociedades primitivas como forma de comunicação num período em que não existia a escrita. A gruta de Lascaux (imagem acima) na França, possui belos exemplos de pinturas rupestre. Artistas pré-históricos deixaram nas pedras cenas espantosa precisão. Devem ter exercitado bastante antes, em suportes que não sobreviveram ao tempo, como madeira, peles de animais, folhas secas e até mesmo a areia do chão. Os homens das cavernas criaram símbolos tão inteligíveis que ainda hoje podem ser identificados. Aquelas pinturas foram o primeiro passo para a escrita e, consequentemente, para o livro. Seis mil anos antes de Cristo na Suméria e mais tarde no Egipto, os desenhos transformaram-se em ideogramas ou símbolos. Na escrita Suméria, um triângulo com um traço significava uma mulher, várias meias-luas simbolizavam montanhas. A combinação de imagens era usada para expressar um novo conceito: o triângulo ao lado de meias-luas tinha o sentido de mulher escrava, aquela que foi trazida do outro lado das montanhas. O numero de ideogramas da antiga escrita Suméria aumentou á medida que as actividades tornaram-se mais complexas. Diante das limitações da escrita ideográfica, em que cada símbolo corresponde á uma idéia, começou a se desenvolver a escrita fonética – na qual símbolos representam sons.

 

 

publicado por o escriba às 16:00