Segunda-feira , 23 de Abril DE 2012

Dia Mundial Do Livro

Desde cedo, acostumei-me aos livros.

Eles estavam por toda parte: nas estantes, nas cabeceiras da cama, nas mãos de minha mãe, que sentia prazer em nos embalar – meu irmão e eu – através das histórias que ora lia, ora inventava, ora apenas recontava com palavras próprias.

Ah! Sem contar os desenhos maravilhosos que esboçava, extraindo dos textos, o que nos fazia maravilhados, ante a destreza com que manejava, tanto a palavra quanto os traços e as cores.Por sua vez, meu pai – leitor perspicaz – coleccionava livros, que os comprava, ganhava, trocava, consigo, detinha o dom da retórica e da escrita. Lia, falava e escrevia com maestria impar. Sua especialidade, a história e seus fatos: lugares, vultos ilustres não passavam alheios ao seu olhar atento e investigativo. Com idealismo e garra, numa época em que recursos parcos poderiam impedir a realização de sonhos, ele – meu pai – publicava o Álbum de Araras (1946). Hoje me pergunto como isso fora possível, em meio à beleza da edição, do volumoso trabalho de redacção, de pesquisa. Respondo-me então, que o querer fazer, o querer realizar algo, o querer eternizar-se, o querer contribuir para a posteridade, sobrepõe-se a qualquer adversidade que o caminho possa proporcionar.Assim, aprendi a ler, mesmo antes de saber ler. Lia através das leituras dos meus pais. Eles, por sua vez, iam me alfabetizando através de um caminho suave – além dos livros a cartilha, claro – pois não dispúnhamos de tantas escolas como hoje as vemos, tampouco os pequenos deixavam o convívio familiar, para passar horas intermináveis nas mãos de educadores vários. As mães primavam pela educação dos filhos.

Crescia então, em meio a livros. Eles me eram cada vez mais familiares. Assim, o tempo passava e eu já podia lê-los, já podia deixá-los à minha cabeceira. Quantas vezes, deparei-me, então, adendando madrugada, no afã de chegar ao fim da leitura, que se fazia cada vez mais interessante. Ouvia, do seu quarto, minha mãe dizendo para que eu fosse dormir e deixasse a leitura para outro dia; o livro não iria fugir de mim. Eu, contudo, não sentia cansaço, nem ao menos percebia o avançado da hora. Era ele – o livro – que me seduzia, que me fazia companhia, que me transportava à lugares jamais imaginados. Ele fazia parte do meu momento, e este se perpetuaria vida afora. E que delícia que era, quando então eu podia viajar para Araras, cidade dos meus pais, e lá me encontrar com minha avó Ana. Esta também grande leitora. Ao seu redor fotonovelas ocupavam uma pequena estante de madeira, a um canto, um cesto de vime também abrigava outras tantas. Eu adendava um outro universo da leitura. Garimpava aquelas revistas e deliciava-me com as fotos de mocinhos e mocinhas, em histórias de amor que fascinavam o mais séptico.

Minha avó, então, dizia-me baixinho: - Ah! Se seu pai souber que eu deixo você ler essas revistas. Claro, para ele essa não era a leitura desejada para sua filha. Mas eu gostava, era-me diferente, afinal de contas, se minha avó lia, que mal poderia ali estar escondido – nenhum, claro. E o óbvio: trocávamos informações sobre as leituras, assim, eu crescia entre leitores vários. À noite, enquanto minha avó – e seu croché inseparável – sentava-se em sua rede, minha tia em seu acordeão, executava peças e mais peças que íamos seleccionando e solicitando serem apresentadas. Esta, contudo, dizia não gostar de ler, aí me perguntava, como não gostar, se o que estava fazendo nada mais era do que decifrando sinais, notas musicais que eram depositadas naquelas pautas; aquela era sim uma leitura – a leitura dos símbolos. E com que maestria e destreza lia e percorria os dedos naquelas teclas brancas e negras. Ah! Belas lembranças entre livros, leituras e leitores.Minha avó e minha mãe já não mais fazem parte do meu universo, apenas restou belas recordações daqueles momentos maravilhosos. Hoje, meu pai – aos oitenta e oito anos – continua lendo e escrevendo incessantemente. Eu tornei-me bibliotecária e vivo entre livros e leitura. Vez ou outra arrisco a escrita; percebo o caminho natural que os livros nos direccionam. Eles nos tornam ricos em vocabulário, proporcionam-nos destreza ao jogar com palavras, fornecem-nos fluência verbal, favorecem a prática do exercício da escrita. Tornam-nos leitores autores. Esse é o mágico universo do livro. Meu filho, músico, musico terapeuta, acostumado que fora nesse universo, agregou vários valores aos conhecimentos; escreve suas músicas e as executa em sua guitarra. A leitura proporcionou-lhe a percepção de desenvolver desenhos de toda sorte também. Com a tecnologia tem familiaridade ímpar; cria sites e logos, que se espalham por aí. Esse é o universo do livro; entra em nossa vida e nos transforma. Torna-nos livres, dá-nos fluência verbal; torna-nos participes da sociedade.Ah! Bendito sejam os livros.

Bendito os que semeiam livros.

publicado por o escriba às 23:50
Quinta-feira , 22 de Março DE 2012

História do Dia Mundial da Água

 

 


O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de Março de 1992. O dia 22 de Março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido?

A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo).

E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela acção predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial.

Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objectivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.


No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo).

Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.


Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios.

 

Declaração Universal dos Direitos da Água


Art. 1º - A água faz parte do património do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.  e lagos; economizar água nas actividades quotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. 


Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimónia. 

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor económico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas actualmente disponíveis. 

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social. 

 

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

 

 

 

Frases sobre o Dia Mundial da Água:


- Água é vida. Vamos usar com inteligência para que ela nunca falte.

 

- O futuro de nosso planeta depende da forma com que usamos a água hoje.

 

- Todo dia é dia de água, pois ela está presente em tudo e em todos.

 

- O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe.

 

- Sem a água não haveria vida na Terra! Pense nisso neste Dia Mundial da Água.

publicado por o escriba às 16:45
Quarta-feira , 05 de Outubro DE 2011

Os Livros Usados e os Sebos - Origens

 

São dois os fatores que contribuem para a baixa taxa de leitura :

o desinteresse cultural e o alto preço dos livros vendidos nas livrarias.

Para aqueles que apreciam uma boa leitura, existe uma alternativa boa e barata: os sebos.

Os sebos são livrarias que vendem livros usados com preços mais baixos em relação as livrarias tradicionais.

Ao contrário do que muitos pensam, pelo fato do livro já ter sido manuseado, podemos encontrar obras em boa qualidade e em ótimo estado de conservação.

Diferentemente das livrarias tradicionais – que normalmente priorizam os best-sellers e lançamentos – os sebos possuem uma grande variedade de títulos, podendo encontrar diversas obras fora de publicação.

Como e quando surgiram as primeiras livrarias e sebos ?

As primeiras livrarias surgiram em meados do século XVI na Europa após o aperfeiçoamento da prensa móvel, onde o processo de cópia dos livros passou a ser mecânico e não mais manual, consequentemente aumentando o número de livros produzidos.

Na França, por exemplo, os pioneiros foram os boquinistas, que até hoje vendem seus livros às margens do Rio Sena em Paris.

No Brasil, as livrarias demoraram a aparecer, somente por volta da metade do século XIX, quando as primeiras máquinas de impressão chegaram no país.

O aumento do número de livros circulando pelas cidades fez com que o comércio literário se tornasse uma necessidade para a população.

Os colecionadores e curiosos apaixonados pelos livros que saíam à procura de antiguidades e raridades, acabaram incentivando um outro tipo de comércio ainda inexistente, o comércio de livros usados, conhecidos na época por alfarrábios na Europa.

No Brasil, as lojas de livros usados são popularmente conhecidas por “sebo”.

O termo “alfarrábio” deriva do nome Al-Farabi, filósofo muçulmano que viveu entre 870 e 950 d.C.

Por sua imensa biblioteca de textos antigos e com a reputação de grande leitor, Al-Farabi teve seu nome alterado e incorporado na língua portuguesa para denominar “livro usado”.

Acredita-se que o termo “sebo” derive de quando ainda não existia energia elétrica e a leitura era realizada sob a luz de velas que respingavam vestígios de gordura nos livros.

publicado por o escriba às 21:30
Terça-feira , 16 de Agosto DE 2011

UM NOVO CORAÇÃO !!

O efeito da Justiça será a Paz e da Injustiça é a Iniquidade!

 

“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.  Ezequiel 36.26

 

Todo o dia você ouviu e vê noticias tais como: “Pai mata filho, mulheres são agridas pelo marido, idosos são maltratados, recém-nascido é abandonado, ladrões assaltam e matam”...

 

Isto nada mais é do que o reflexo de uma sociedade que mais e mais se afasta de Deus. A natureza humana está muito longe de ser apenas melhorada.

 

Não é como uma casa que precisa de pequenos reparos, tais como, substituir uma telha ou fazer um reboco no teto.

Não, ela está completamente corrompida. Até seu alicerce está arruinado. Do teto ao alicerce, não há uma viga sequer que não tenha sido comida por cupins. Não existe mais solidez, está toda apodrecida e pronta para desabar.

 

Deus não faz tentativas ou experimentos com o homem;  Ele não escora as  paredes com estacas ou pinta novamente as portas cheias de cupins; não ornamenta e embeleza, mas determina que a velha casa seja completamente derrubada, e uma nova seja construída em seu lugar. Como já mencionei isto é mais do que ser restaurada ou melhorada.

Se apenas algumas peças estivessem em mau estado, poderiam ser consertadas.

Se tão somente uma ou duas engrenagens desta grande maquina chamada “humanidade” estivessem quebradas, o Criador colocaria tudo em ordem. Trocaria as peças quebradas, substituiria a roda danificada, e a maquina voltaria a trabalhar em ordem.

Pelo contrário, os reparos são necessários por toda parte; não há sequer uma alavanca que não esteja quebrada ou eixo sem estragos; nenhuma das engrenagens funciona correctamente. A cabeça toda está doente e o coração completamente debilitado.

Desde a sola dos pés á cabeça, a raça humana está toda infestada de chagas e feridas pútridas.

 

Por isso, o Senhor, não pensa em apenas um simples reparo.

 

Ele diz “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.

“E o efeito da Justiça será a Paz”. Isaias 32.17

publicado por o escriba às 19:56
Segunda-feira , 01 de Agosto DE 2011

O papel, do Papel na Era da Escrita .

Johan Gutenberg

 

 

O papel como conhecemos surgiu na China no início do século 2, através de um oficial da corte chinesa, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca.

A técnica baseava-se no cozimento de fibras do líber - casca interior de certas árvores e arbustos - estendidas por martelos de madeira até se formar uma fina camada de fibras.

Posteriormente, as fibras eram misturadas com água em uma caixa de madeira até se transformar numa pasta.

Mas a invenção levou muito tempo até chegar ao Ocidente.

O papel é considerado o principal suporte para divulgação das informações e conhecimento humano.

Dados históricos mostram que o papel foi muito difundido entre os árabes, e que foram eles os responsáveis pela instalação da primeira fábrica de papel na cidade de Játiva, Espanha, em 1150 após a invasão da Península Ibérica.


No final da Idade 
Média, a importância do papel cresceu com a expansão do comércio europeu e tornou-se produto essencial para a administração pública e para a divulgação literária.

Johan Gutembger ( na imagem acima) inventou o processo de impressão com caracteres móveis - a tipografia.

Nascido, em 1397, da cidade de Mogúncia, Alemanha, trabalhava na Casa da Moeda onde aprendeu a arte de trabalhos em metal. Em 1428, Gutenbergparte para Estrasburgo, onde fez as primeiras tentativas de impressão.

Segundo dados históricos, em 1442, foi impresso o primeiro exemplar em uma prensa.

Em 1448 volta à sua cidade natal, e dá início a uma sociedade comercial com Johann Fust e fundam a 'Fábrica de Livros' - nome original Werk der Buchei. Entre as produções está a conhecida Bíblia de Gutenberg de 42 linhas.

A partir daí o mundo não seria mais o mesmo.

A partir do século 19, aumenta a oferta de papel para impressão de livros e jornais, além das inovações tecnológicas no processo de fabricação.

O papel passa a ser feito de uma pasta de madeira, em 1845.

Aliado à produção industrial de pasta mecânica e química de madeira - celulose - o papel deixa de ser artigo de luxo e torna-se mais barato.


 

publicado por o escriba às 23:14
Sexta-feira , 10 de Junho DE 2011

LIVRO DEVERIA SER PROIBIDO !!

publicado por o escriba às 19:57
Quarta-feira , 06 de Abril DE 2011

Como Ler um Livro

Você já pegou um bom livro mãos, tentou lê-lo, mas sempre esbarrou nas primeiras páginas, ou nos primeiros capítulos?

Você começa a sua leitura e de repente você cai no sono.

Não se preocupe, você não está sozinho nesta parada.

Muitos de nós, senão todos, já dormimos com um bom livro na mão.

Por que será que isso acontece?

Algumas respostas são bem simples: você realmente estava com sono e, qualquer coisa que fizesse naquele momento lhe traria mais sono.

Ainda pode ser que você não está habituado a ler e pegou um livro com palavras difíceis, com um português rebuscado e isso o desestimulou.

Mas ainda pode ser uma outra coisa.

Você não estava cansado, o livro tinha um linguajar adequado, mas mesmo assim você dormiu com ele.

Isso geralmente ocorre, pois enquanto lemos não aprendemos, ou mesmo não sabemos como lidar com o livro que temos em mãos.

Uma das alternativas para aproveitar melhor o livro e poder apreciá-lo melhor é aprender a fazer perguntas ao livro a medida que lê.

Vou propor duas perguntas que podemos fazer desde o dia em que escolhemos o livro e nos aventuramos em sua leitura.

Estas duas perguntas nos ajudarão bastante em nossa leitura e até mesmo na escolha do livro que iremos ler.

São estas:

1. Qual o tema do livro? Qual o seu assunto?

Geralmente os autores abordam o tema em suas primeiras páginas onde vão dar uma introdução ao tema que abordarão em seu livro.

Descobrir o tema de um livro o ajudará a pensar sobre a medida que o autor desenvolve a sua argumentação.

2. Como o autor desenvolve o tema?

A medida que o autor vai desenvolvendo o seu tema, você pode procurar descobrir como o autor desenvolve o tema.

Uma leitura é como uma "conversa" entre o leitor e o autor do livro.

É muito provável que ele saiba muito mais sobre o assunto e o desenvolve em seus capítulos.

A leitura realmente proveitosa é aquela que sabe fazer boas perguntas ao texto.

E não somente isso; ele sabe "dialogar", questionar, avaliar o autor à medida em que lê o livro.

Se eu desejo aproveitar o máximo de um livro, preciso aprender a argumentar com ele à medida que o leio.

 

Estas são apenas algumas perguntas que precisamos fazer enquanto lemos um livro.

Portanto, todas leitura será mais proveitosa à medida que aprendemos a interagir com o autor e a pensar nas implicações à medida que lemos.

Espero que estas perguntas o ajudem a aproveitar bastante da livro que tem em suas mãos, não mais dormindo com ele, mas aprendendo com ele e por meio dele.

publicado por o escriba às 18:53
Terça-feira , 15 de Fevereiro DE 2011

A Escrita, o Papel e o Livro ( Parte 2)

 

 

Na Mesopotâmia, mesma terra dos sumérios, criou-se um sistema de símbolos fonéticos em que um mesmo sinal podia ter vários significados. Gravavam-se os caracteres com um estilete em tabuletas de argila húmida que depois eram cozidas, como tijolos, até endurecerem.

 

O estilete fazia sulcos em linhas retas no barro- os historiadores chamaram essa escrita de cuneiforme.

A Escrita provavelmente foi criada por motivos comerciais.

Ela tornava possível, por exemplo, saber que certo número de ovelhas pertencia a determinada família ou era transportada para algum lugar.

O inventor das primeiras tabuletas escritas deve ter percebido as vantagens oferecidas pelas peças de argila: já não era preciso guardar tudo de cabeça.

A quantidade de dados armazenadas nas tabuletas podia ser tão grande quanto fosse necessário - enquanto a capacidade de memória do cérebro é limitada.

E para recuperar uma informação, as tabuletas não exigiam a presença de quem guardava a lembrança.

Um número, uma noticia ou uma ordem podiam ser obtido sem a presença física do mensageiro, e passado adiante.

Com um único ato - a incisão de um traço sobre uma tabuleta de argila - o primeiro escritor anónimo conseguiu ultrapassa barreiras como

o esquecimento, a distancia e a morte.

E, ao mesmo tempo, surgiu a figura do leitor, pessoa que leria as informações e daria vida ao que foi escrito.

A simplificação do código de sinais foi tanta que os escribas mesopotâmicos tiveram tempo para muitos outros registos alem dos comerciais.

O novo sistema possibilitou registar textos literários, poemas,livros de sabedoria, histórias humorísticas e leis.

Como o Código instituído pelo rei Hamurabi, que representou uma das primeiras tentativas de estabelecer regras para aspectos diversos da vida em sociedade.

E a Epopéia de Gilgamesh, datada de mais de quatro mil anos, é o mais antigo texto literário que se em noticia, com forte influencia das tradições orais.

A epopeia ou o poema épico, é uma maneira de contar aventuras heróicas em versos e foi o meio mais comum de expressão literária na época de formação dos povos da Antiguidade.

A escrita cuneiforme sobreviveu aos sucessivos povos que dominaram a Mesopotâmia - sumérios, arcádios, caldeus e assírios - e registou a literatura de 15 diferentes línguas, abrangendo a área ocupada hoje pelo Iraque, Síria e o oeste do Irã.

publicado por o escriba às 17:08
Terça-feira , 11 de Janeiro DE 2011

Quem Come Livro é Livre !

 

 

 

publicado por o escriba às 00:23

UM LIVRO DA BIBLIOTECA ESCREVE AOS SEUS FUTUROS UTILIZADORES

publicado por o escriba às 00:11

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