Quarta-feira , 14 de Novembro DE 2012

LER PARA SABER, SABER PARA FAZER MELHOR !!!!

Ler para Saber, Saber para Fazer melhor !!!
publicado por o escriba às 18:35
Segunda-feira , 22 de Outubro DE 2012

A Biblioteca Marciana

A Biblioteca Marciana, cujo nome, diga-se de passagem (porque ainda não existe uma biblioteca em Marte), refere-se a São Marcos, santo padroeiro da cidade onde está localizado o prédio, Veneza, na Itália. 

Também chamada de Biblioteca di San Marco, Libreria Marciana, Libreria Sansoviniana, Libreria Vecchia, Libreria di San Marco ou simplesmente La Marciana, a biblioteca ocupa o Pallazzo della Libreria, na praça de São Marcos, no ponto mais turístico de Veneza.

Construída entre 1537 e 1553 pelo arquiteto Jacopo Sansovino, a biblioteca já possuía parte de seu acervo antes mesmo de ter sido completada: o cardeal bizantino Bessarion doou 746 manuscritos para a cidade de Veneza em 1468, atitude que, mais tarde, incentivou a cidade a construir uma estrutura digna de coletar volumes escritos e disponibilizá-los publicamente.

A partir de 1603, a cidade aprovou uma lei na qual todo livro impresso em Veneza deveria ter uma cópia disponível na biblioteca, gerando assim um aumento significativo na coleção da Marciana.

Hoje, a biblioteca contém, além de cerca de um milhão de livros impressos, por volta de 13 mil manuscritos antigos e quase 3 mil volumes publicados antes do século 15 (incunábulos). Entre os tesouros insubstituíveis da bibliotecas estão registros das óperas de Franceso Cavalli e sonatas de Domenico Scarlatti.


publicado por o escriba às 02:42
Terça-feira , 28 de Agosto DE 2012

Nada Te Pertube



Nada te perturbe, 
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Por nada te angusties, 
Nada te perturbe.

A Jesus Cristo segue
Com grande temor,
E, venha o que vier, 
Nada te espante.

Vês a glória do mundo?
É glória vã; 
Nada tem de estável,
Tudo passa.

Aspira às coisas celestes,
Que sempre duram;
Fiel e rico em promessas,
Deus não muda.

Ama-O como merece,
Bondade imensa;
Mas não há amor
Sem a paciência.
Confiança e fé viva
Mantenha a alma,
Que quem crê e espera
Tudo alcança.

Do inferno acossado
Muito embora se veja,
Burlará os seus furores
Quem a Deus tem.
Advenham-lhe desamparos,Cruzes, desgraças;
Sendo Deus o seu tesouro, 
Nada lhe falta.
Ide, pois, bens do mundo,
Ide, ditas vãs;
Ainda que tudo perca,
Só Deus basta

  

Teresa de Ávila ou Teresa de Jesus(Espanha 1515 – 1582)
publicado por o escriba às 19:33
Quinta-feira , 09 de Agosto DE 2012

Sensação das Olimpíadas de Londres diz que “Deus é o segredo do meu sucesso”


Ginasta americana contrariou especialistas e ficou com duas medalhas de ouro.

Gabrielle “Gabby” Douglas, dos Estados Unidos, entrou para a história ontem.

Ela foi a campeã do individual geral da ginástica artística nos Jogos Olímpicos de Londres.

Sua pontuação foi 62.262, vencendo as russas Viktoria Komova, medalha de prata e Aliya Mustafina, que terminou com o bronze.

Com apenas 16 anos, Gabrielle, que ganhou o apelido de “esquilo voador”, não era a favorita.

A maioria esperava que o primeiro lugar ficasse com Jordyn Wieber, que foi ouro no concurso no Mundial de ginástica artística de Tóquio, em 2011. Mas Gabby tornou-se uma espécie de “sensação” dos Jogos nesta quinta-feira por ser a primeira ginasta negra a vencer o título individual olímpico. Ela já havia ganhado um ouro na prova por equipes no último domingo.

A quinta ou sexta ginasta na escala hierárquica da equipa norte-americana arrebatou todas as atenções nesta quinta-feira.

E o ouro olímpico. Gabrielle Douglas, repetiu o feito agora na prova individual.

Além de chamar atenção pela vitória considerada “inesperada”, Gabrielle também deu um testemunho de fé.

No dia anterior à prova de equipes, postou em sua conta do Twitter o versículo de Josué 1:9.

“Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”, escreveu ela.

Após se classificar para as finais, tuitou: Eu creio em Deus. Ele é o segredo do meu sucesso. É ele que dá talento às pessoas.

Após ganhar a primeira medalha de ouro, comemorou com outro versículo (Mt 6:33)
“Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”, postou @gabrielledoug.

Ontem, antes de entrar na final individual, retuitou o conhecido versículo de Hebreus 1:11.

Depois de subir ao pódio pela segunda vez, escreveu mais uma mensagem de fé na rede social; “Obrigado a todos! Estou MUITO grata por que Deus realmente me abençoou! Lembrem-se de SEMPRE dar glórias a Ele, pois Ele é DEMAIS! "


 

publicado por o escriba às 19:05
Quarta-feira , 18 de Julho DE 2012

Hoje é Aniversário de NELSON MANDELA !

Esta é a história da vida deste grande homem.
Um símbolo , frágil, recluso aos 94 anos, mas mantém unido o seu povo.
O jornalista Richard Stengel conviveu por três anos com Mandela para escrever a biografia deste ilustre africano um homem que é um mito vivo.
Ele é o ultimo herói vivo do planeta. Mas ele próprio não aceita ser santo pois é um homem de muitas contradições. Parece durão mas se fere facilmente, e para ser assim ele é casca grossa com seus próximos, porem de extrema gentileza com os estranho.
É generoso com dinheiro mas não é de dar muita gorjetas.
Assim o descreve, este jornalista que hoje é o diretor da revista TIME e autor do livro: Os Caminhos de Mandela - Lições de vida, Amor, Coragem.
Neste livro é falado sobre o homem atrás do Mito. Ele não mata um inseto mas foi o primeiro comandante do CNA, congresso Nacional Africano. Um braço armado deste congresso, um homem do povo mas sabe e gosta de conviver com celebridades. Gosta de agradar mas diz não com toda firmeza.
Sabe receber os louros embora não transpareça, cumprimenta os da cozinha embora não saiba os nomes de seguranças por exemplo. Seus modos são de uma realeza africana mesclada com a aristocracia britânica, muito refinado, foi educado nas escolas coloniais com mestres que leram Dickens quando este ainda estava escrevendo. É formal sede a passagem estendendo os braços embora não seja todo certinho, é detalhista ao falar da rotina na sua prisão em Ilha Robben da mesma forma quando descreve o corte de seu prepúcio aos 16 anos no ritual tribal. Usa talheres de Prata nos grandes centros mas quando chega em sua região come com as mãos como costume local.
Quando na prisão, fazia cópias de todas sua correspondência antes de enviá las, anotando datas das que recebia.catalogando-as, dorme rigorosamente do mesmo lado da cama larga, mantendo o outro lado intacto.
Foi moldado pela prisão onde ficou durante 27 anos por lutar contra o regime de segregação racial de seu país onde brancos dominavam e os negros não tinham direitos civis. Seu espírito de liderança foi aprendido com vários líderes.
O pai chefe tribal distante, morreu quando ele ainda era criança, mas foi criado como filho pelo rei Thembu, seus amigos leais Walter Sizulu e Oliver Tambo, se espelhou em Winston Churchil, Hailé Selassié, Maquiavel e Tolstói.
Na prisão aprendeu autocontrole, disciplina e foco. Saiu com 71 anos muito diferente de quando entrou aos 44 anos.
Na prisão foi líder sem abrir concessões.
Neste tempo ponderava como ser um Homem, como ser político, como ser um líder, aprendeu a comportar.Seu destino foi excepcional,nasceu em 1918,seu nome tribal era Rolihlahis Mandela, filho da elite de uma etnia negra, sofreu como poucos a repressão do apartheid, mas foi quem colocou fim a este regime. Nasceu em um vilarejo do Cabo. O pai e o bisavô foram chefes do povo Thembu, em 1925 sua professora inglesa lhe coloca o nome de Nelson, e 1927 seu pai morre. Um chefe local torna-se seu tutor,1936 começa a lutar boxe,1937 entra para a faculdade de direito, é expulso em 1940. Em 1944 funda a CNA e se casa com Evelyn e tem quatro filhos. Em 1952 preso e condenado a trabalhos forçados abre após sair um escritório de advocacia com seu amigo Oliver R. Tamboe em 1958 divorcia e se casa com Winnie tendo duas filhas, em 1960 cai na ilegalidade sendo preso.
1962 sai da prisão deixa o país para treinar luta armada é preso ao voltar condenado a 5 anos.1962 vai para Robben Islande preso e em 1964 é condenado à prisão perpétua. 1982 transferido para a cadeia Pollismoor, rejeita oferta de liberdade em troca de abandonar a causa, em 1988 contrai tuberculose é hospitalizado, depois transferido para outra prisão e em 1990 libertado no dia 11 de fevereiro e eleito vice presidente da CNA. em 1993 recebe o premio Nobel da Paz junto com Frederik W.de Klerk. em 1994 é eleito presidente da África do Sul em 1996 divorcia de Winnie.1998 no dia de seus 80 anos se casa com a viuva de ex- presidente de Moçambique Samora machel. Em 1999 deixa a presidência sem tentar reeleição. Tem sua vida marcada por tragédias com mortes de filhos .
Quando eu estava lendo este artigo, ouvi a notícia que sua neta tinha morrido em um acidente, voltando da festa de abertura da Copa..
A copa do mundo aconteceu em 2010 na África do Sul por empenho de Nelson Mandela.
Sua vida foi marcada por tragédias.
publicado por o escriba às 19:45
Sábado , 07 de Julho DE 2012

A Justiça Social começa com a Justiça Individual.

Um povo só se torna realmente justo quando conhece, de forma clara e objectiva, o real significado da palavra justiça.

Ainda não aprendemos a importância socioeconómica de se levar a sério o princípio de justiça.

A maioria dos cidadãos conhece apenas duas situações: ser beneficiado ou ser prejudicado.

Infelizmente,  não compreendemos  a discernir estes extremos e a adoptar situações intermediárias.

É no ponto médio, entre o benefício e o malefício, que encontramos o que é justo para todos.

Em linhas gerais, ser justo é não oprimir nem privilegiar, não menosprezar nem endeusar, não subvalorizar e tampouco supervalorizar.

Ser justo é saber dividir correctamente sem subtrair e sem adicionar (sem roubar ou subornar).

Ser justo é não se apropriar de pertences alheios e dar o correcto valor a cada coisa e a cada pessoa.

Ser justo é estabelecer regras claras sem dar vantagem para uns e desvantagem para outros.

Ser justo é encontrar o equilíbrio que satisfaz ou sacrifica, por igual, sem deixar resíduos de insatisfação que possam resultar em desforras posteriores.

A ausência de uma boa educação, nesse sentido, tem propiciado comportamentos extremistas (ora omisso, ora violento) por parte da maioria dos cidadãos..

A falta de diálogo, para se estabelecer o que é justo e correcto, faz o cidadão prejudicado se cansar de ser omisso e partir para violência (ir directo ao outro extremo).

Essas reacções têm acontecido até mesmo entre parentes e vizinhos.

Por isso, precisamos nos reeducar.

Os cristãos, em especial, precisam ensinar ao povo o que é justo e correcto para que os cidadãos não se tornem omissos e saibam estabelecer o diálogo ao perceber toda e qualquer injustiça.

Se cultivarmos um padrão de comportamento realmente justo, ninguém acumulará motivos para se tornar infeliz, desleal, subornável ou violento.

As autoridades precisam agir de maneira totalmente imparcial (sem se inclinar para nenhum dos lados), em respeito aos ensinamentos bíblicos que ordenam que: nem mesmo para favorecer ao pobre se distorça o que é justo, e que sempre se use o mesmo padrão de peso e de medida para qualquer pessoa, seja pobre, rico, analfabeto, doutor, mendigo, autoridade, etc...

A sociedade precisa entender que é a prática correcta do princípio de justiça que produz a paz social viabilizando a prosperidade de forma ordeira e bem distribuída.

A esperteza, a exploração e a má fé, são técnicas ilusórias que têm vida curta e acidentada.

As instituições governamentais, empresas privadas e negócios pessoais, estabelecidos com injustiças, com espertezas, com explorações e má fé, são comparáveis a construções sobre areia porque desmoronam nos dias de tempestades (crises, pragas, acidentes, novas concorrências, etc.).

Mas, os negócios estabelecidos de forma justa, com justiça nos preços, nos salários, nos serviços e nos relacionamentos em geral, são comparáveis a construções sobre rocha porque permanecem de pé mesmo depois de grandes tempestades.

Portanto, precisamos abandonar a mania subdesenvolvida de gostar de levar vantagem em tudo, e cultivar a mania desenvolvida de gostar de fazer e receber justiça em tudo. Já é hora de entendermos que a vantagem que se leva hoje se transforma no prejuízo de amanhã, enquanto a justiça que se pratica hoje se transformará no lucro de amanhã.

Comportar-se de forma realmente justa, tanto na hora de dar ou de vender, quanto na hora de cobrar ou de receber, é condição primordial para um povo se tornar pacífico e bem-sucedido.

 

O efeito da Justiça será a Paz...Isaías 32:17

publicado por o escriba às 22:07
Terça-feira , 26 de Junho DE 2012

Sentimentos Descartáveis

 

 

 

Alguém perguntou a um senhor, que completara sessenta e cinco anos de casamento:


— Qual é o segredo disso?  — Respondeu o senhor:

— Meu filho, nós nascemos em um tempo em que quando as coisas se quebravam, nos ensinavam a consertá-las.

Em nossos dias, não é somente o casamento que se tornou descartável.

Muitas e variadas coisas nesses tempos modernos se tornaram dispensáveis.

Inconscientemente, o homem hodierno, de tanto descartar pratos e copos, sapatos e lenços, ampliou esses atos rotineiros para relações interpessoais.

Compactado pela demanda urgente da vida globalizada, o ser humano se esqueceu de que valores não se jogam no lixo, que amigos não são de plástico e o casamento não é de papel.

Nós precisamos entender que se não vale a pena consertar um sapato, em função da facilidade de se conseguir outro novinho sem pagar tanto por ele, amor, estima, respeito e consideração são valores que não devem ser descartados.

Vale muito, sim, a pena, cuidar dos relacionamentos, preservando as amizades e valorizando os vínculos familiares.

Entendamos que os amigos são como oásis ao longo dos desertos e a família é o grande ventre social, emocional e espiritual que nos protege e  nos equilibra diante das dificuldades no dia-a-dia da vida.

Compreendamos que as dificuldades que enfrentamos em nossos vínculos sociais e afetivos não se resolvem apertando botões e que o acesso aos corações daqueles nos são caros, não se consegue com um clic.

A automação característica de nossos dias desabituou-nos à espera, tirou-nos a capacidade de ter paciência, de transigir, de reconhecer nossos erros e pedir perdão, atitudes sem as quais nos distanciamos e nos isolamos de quem amamos.

Valorizemos e cultivemos a família e os amigos, afinal são a eles que buscamos, quando a vida se torna difícil.


Texto do Pr. Bartolomeu Severino de Andrade usado com permissão do autor.



 

 

publicado por o escriba às 23:27
Segunda-feira , 23 de Abril DE 2012

Dia Mundial Do Livro

Desde cedo, acostumei-me aos livros.

Eles estavam por toda parte: nas estantes, nas cabeceiras da cama, nas mãos de minha mãe, que sentia prazer em nos embalar – meu irmão e eu – através das histórias que ora lia, ora inventava, ora apenas recontava com palavras próprias.

Ah! Sem contar os desenhos maravilhosos que esboçava, extraindo dos textos, o que nos fazia maravilhados, ante a destreza com que manejava, tanto a palavra quanto os traços e as cores.Por sua vez, meu pai – leitor perspicaz – coleccionava livros, que os comprava, ganhava, trocava, consigo, detinha o dom da retórica e da escrita. Lia, falava e escrevia com maestria impar. Sua especialidade, a história e seus fatos: lugares, vultos ilustres não passavam alheios ao seu olhar atento e investigativo. Com idealismo e garra, numa época em que recursos parcos poderiam impedir a realização de sonhos, ele – meu pai – publicava o Álbum de Araras (1946). Hoje me pergunto como isso fora possível, em meio à beleza da edição, do volumoso trabalho de redacção, de pesquisa. Respondo-me então, que o querer fazer, o querer realizar algo, o querer eternizar-se, o querer contribuir para a posteridade, sobrepõe-se a qualquer adversidade que o caminho possa proporcionar.Assim, aprendi a ler, mesmo antes de saber ler. Lia através das leituras dos meus pais. Eles, por sua vez, iam me alfabetizando através de um caminho suave – além dos livros a cartilha, claro – pois não dispúnhamos de tantas escolas como hoje as vemos, tampouco os pequenos deixavam o convívio familiar, para passar horas intermináveis nas mãos de educadores vários. As mães primavam pela educação dos filhos.

Crescia então, em meio a livros. Eles me eram cada vez mais familiares. Assim, o tempo passava e eu já podia lê-los, já podia deixá-los à minha cabeceira. Quantas vezes, deparei-me, então, adendando madrugada, no afã de chegar ao fim da leitura, que se fazia cada vez mais interessante. Ouvia, do seu quarto, minha mãe dizendo para que eu fosse dormir e deixasse a leitura para outro dia; o livro não iria fugir de mim. Eu, contudo, não sentia cansaço, nem ao menos percebia o avançado da hora. Era ele – o livro – que me seduzia, que me fazia companhia, que me transportava à lugares jamais imaginados. Ele fazia parte do meu momento, e este se perpetuaria vida afora. E que delícia que era, quando então eu podia viajar para Araras, cidade dos meus pais, e lá me encontrar com minha avó Ana. Esta também grande leitora. Ao seu redor fotonovelas ocupavam uma pequena estante de madeira, a um canto, um cesto de vime também abrigava outras tantas. Eu adendava um outro universo da leitura. Garimpava aquelas revistas e deliciava-me com as fotos de mocinhos e mocinhas, em histórias de amor que fascinavam o mais séptico.

Minha avó, então, dizia-me baixinho: - Ah! Se seu pai souber que eu deixo você ler essas revistas. Claro, para ele essa não era a leitura desejada para sua filha. Mas eu gostava, era-me diferente, afinal de contas, se minha avó lia, que mal poderia ali estar escondido – nenhum, claro. E o óbvio: trocávamos informações sobre as leituras, assim, eu crescia entre leitores vários. À noite, enquanto minha avó – e seu croché inseparável – sentava-se em sua rede, minha tia em seu acordeão, executava peças e mais peças que íamos seleccionando e solicitando serem apresentadas. Esta, contudo, dizia não gostar de ler, aí me perguntava, como não gostar, se o que estava fazendo nada mais era do que decifrando sinais, notas musicais que eram depositadas naquelas pautas; aquela era sim uma leitura – a leitura dos símbolos. E com que maestria e destreza lia e percorria os dedos naquelas teclas brancas e negras. Ah! Belas lembranças entre livros, leituras e leitores.Minha avó e minha mãe já não mais fazem parte do meu universo, apenas restou belas recordações daqueles momentos maravilhosos. Hoje, meu pai – aos oitenta e oito anos – continua lendo e escrevendo incessantemente. Eu tornei-me bibliotecária e vivo entre livros e leitura. Vez ou outra arrisco a escrita; percebo o caminho natural que os livros nos direccionam. Eles nos tornam ricos em vocabulário, proporcionam-nos destreza ao jogar com palavras, fornecem-nos fluência verbal, favorecem a prática do exercício da escrita. Tornam-nos leitores autores. Esse é o mágico universo do livro. Meu filho, músico, musico terapeuta, acostumado que fora nesse universo, agregou vários valores aos conhecimentos; escreve suas músicas e as executa em sua guitarra. A leitura proporcionou-lhe a percepção de desenvolver desenhos de toda sorte também. Com a tecnologia tem familiaridade ímpar; cria sites e logos, que se espalham por aí. Esse é o universo do livro; entra em nossa vida e nos transforma. Torna-nos livres, dá-nos fluência verbal; torna-nos participes da sociedade.Ah! Bendito sejam os livros.

Bendito os que semeiam livros.

publicado por o escriba às 23:50
Quinta-feira , 22 de Março DE 2012

História do Dia Mundial da Água

 

 


O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de Março de 1992. O dia 22 de Março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido?

A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo).

E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela acção predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial.

Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objectivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.


No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo).

Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.


Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios.

 

Declaração Universal dos Direitos da Água


Art. 1º - A água faz parte do património do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.  e lagos; economizar água nas actividades quotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. 


Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimónia. 

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor económico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas actualmente disponíveis. 

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua protecção e as necessidades de ordem económica, sanitária e social. 

 

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

 

 

 

Frases sobre o Dia Mundial da Água:


- Água é vida. Vamos usar com inteligência para que ela nunca falte.

 

- O futuro de nosso planeta depende da forma com que usamos a água hoje.

 

- Todo dia é dia de água, pois ela está presente em tudo e em todos.

 

- O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe.

 

- Sem a água não haveria vida na Terra! Pense nisso neste Dia Mundial da Água.

publicado por o escriba às 16:45
Quarta-feira , 05 de Outubro DE 2011

Os Livros Usados e os Sebos - Origens

 

São dois os fatores que contribuem para a baixa taxa de leitura :

o desinteresse cultural e o alto preço dos livros vendidos nas livrarias.

Para aqueles que apreciam uma boa leitura, existe uma alternativa boa e barata: os sebos.

Os sebos são livrarias que vendem livros usados com preços mais baixos em relação as livrarias tradicionais.

Ao contrário do que muitos pensam, pelo fato do livro já ter sido manuseado, podemos encontrar obras em boa qualidade e em ótimo estado de conservação.

Diferentemente das livrarias tradicionais – que normalmente priorizam os best-sellers e lançamentos – os sebos possuem uma grande variedade de títulos, podendo encontrar diversas obras fora de publicação.

Como e quando surgiram as primeiras livrarias e sebos ?

As primeiras livrarias surgiram em meados do século XVI na Europa após o aperfeiçoamento da prensa móvel, onde o processo de cópia dos livros passou a ser mecânico e não mais manual, consequentemente aumentando o número de livros produzidos.

Na França, por exemplo, os pioneiros foram os boquinistas, que até hoje vendem seus livros às margens do Rio Sena em Paris.

No Brasil, as livrarias demoraram a aparecer, somente por volta da metade do século XIX, quando as primeiras máquinas de impressão chegaram no país.

O aumento do número de livros circulando pelas cidades fez com que o comércio literário se tornasse uma necessidade para a população.

Os colecionadores e curiosos apaixonados pelos livros que saíam à procura de antiguidades e raridades, acabaram incentivando um outro tipo de comércio ainda inexistente, o comércio de livros usados, conhecidos na época por alfarrábios na Europa.

No Brasil, as lojas de livros usados são popularmente conhecidas por “sebo”.

O termo “alfarrábio” deriva do nome Al-Farabi, filósofo muçulmano que viveu entre 870 e 950 d.C.

Por sua imensa biblioteca de textos antigos e com a reputação de grande leitor, Al-Farabi teve seu nome alterado e incorporado na língua portuguesa para denominar “livro usado”.

Acredita-se que o termo “sebo” derive de quando ainda não existia energia elétrica e a leitura era realizada sob a luz de velas que respingavam vestígios de gordura nos livros.

publicado por o escriba às 21:30

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